19/12/2009

Oh chefe! são duas doses de férias, "fachabôr"!


Finalmente...


Depois do início deste ano lectivo, já estava mais que na altura de aparecerem as feriazinhas: chega de trabalhos - uns feitos em cima do joelho, outros com cabeça, tronco em membros - testes e outras coisinhas indispensáveis na avaliação do aluno, não é verdade... Enfim, merdas que dão trabalho e custam horas de sono (e mal dormidas).

Agora sim, vou poder dormir descansadinha até à hora de almoço... Hum, ou talvez não, já que a Maria Olga faz questão de me acordar para ir à loja buscar o pão...!!! (DEIXEM-ME DORMIR, porra!!)



E pronto...

AH! E vem aí o Natal... Para variar, não comprei nada para ninguém =) (desculpem, mas se não trabalho nem recebo mesada, querem o quê?! Milagres?! Estou disposta a dar Amor, Carinho e Beijinhos e já é MUITO BOM!)






{para não escrever aqui há algum tempo, é porque já estava num estado de pseudo-férias}

28/10/2009

  Encontrou-o pelo caminho. Cumprimentou-o num único fôlego, tentando não se perder na imensidão do olhar dele. Respondeu-lhe de uma maneira pura, sem muito alarido, o mais simples dos "olá".
  As palavras dele enrolavam-na, prendiam-na, faziam com que quisesse ouvir mais e mais... "A tua voz seduz a minha atenção", pensava ela com os seus botões.
Já não se viam desde a faculdade, em que ambos estavam no curso de Economia, mas que ele acabou por abandonar. Preferiu a área do desporto e obteve formação para se tornar num personal trainner.
- "Café?"
- "Claro! Por que não?", respondeu ela.
Dois cafés, dois pastéis de nata e uma caixa de pastilhas elásticas.
- "Queres uma?"
- "Não, obrigado. Tenho os meus rebuçados de mentol. Se bem te lembras, esta é a minha única perdição.", disse ela num tom de gozo.
Ele sorriu. Lembrou-se como ela gostava tanto dos tais rebuçados. Lembrou-se também de como eles eram próximos... Mas não se recordava ao certo do que se tinha passado - mas sabia que algo tinha sido - pois ela estava um pouco reticente com ele...
 Risos, bacoradas, conversa puxa conversa ... O tempo vai passando.
"Espera.. Já estamos aqui há horas! Tenho de ir!" , disse ela com um ar atrapalhado.
"Já?" - retorquiu ele com um ar confuso e ao mesmo tempo triste, por ela se ir embora.
"Sim. Tenho de tratar de uns assuntos... Sabes que agora as responsabilidades são maiores. Na faculdade era só farra. Agora não me posso dar a esses luxos.", respondeu ela dando uma risada.
" Então quando te vejo outra vez?"
- "Humm... Pode ser amanhã? Não, Não! Amanhã não vai dar... Talvez... Sábado? Que dizes?"
- "Sim, pode ser. Só tenho de ir ao ginásio, mas isso faço de manhã. Encontramo-nos às três no café do Zarolho?"
- "Eish, o café do Zarolho... queres mesmo recordar os tempos da fac... ahaha! Claro! às três, então".
 Despedem-se com dois beijos na cara. Ela levanta-se e vai em direcção ao carro. Olha para trás e acena, com um ar descontraído e um sorriso nos lábios.
- "Ai... Onde é que andaste este tempo todo... Maldito tempo que não volta atrás...!", pensou ela para si.
 Ele suspira, ao vê-la afastar-se cada vez mais, enquanto caminha.


( continua... )
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

13/10/2009

psi-quê?

Os meus cromossomas estão a revoltar-se. Querem independência dos núcleos celulares.
O meu cariótipo está a decompôr-se.
O meu código génetico idem.
Os meu genes já não são o que eram. Uns dominam mais que outros. É uma guerra que práqui vai.
O genoma já não sabe o que fazer.
A meiose, prima da mitose, só sabe dividir células. Não faz mais nada da vida. A prima vai pelo mesmo caminho. E depois é a variabilidade genética da coisa: tem a mania que tudo é diferente,  e assim um organismo não se governa...
O genótipo e o fenótipo não se entendem, mas não vivem um sem o outro; tal como a filogénese e a ontogénese... oh complicações...

Lá está, antes de mim, antes de ti, antes dele, antes do outro... vêm estas mariquices todas.
Diz que é a especificidade do ser humano.




toomuchpsiquê...

01/10/2009

Paper Doll

I look at her in that paper dress, I wonder why she won't burn.
She's just a paper doll, that's all, just a paper doll.
I dress her up she knocks me down...
They try her on for size, she fits nice, one size fits all.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
Watch the blood run down her face, but don't take notice.
Watch the blood run down her arms. Please, don't take notice.
I know you have her soul, I see it in your eyes.
She knows you have her soul, she sees it in your eyes.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
She wants you to eat her pain.
She wants you to eat her remains.
Now her soul is dead, now her body's raw, wash away her pain...

(...)

26/09/2009

Querida Quiqui,

Escrevo-te este post com o intuito de ... Ok, não sei por que o faço, mas estou a fazê-lo.
Lembras-te dos velhos tempos, em que nos sentávamos no banco de jardim a comer gomas e a cantar o "Apita o Comboio"?
 ... Normal que não te lembres... Inventei agora apena para criar um momento de parva melancolia ( consegui?).
Mas agora a sério, quero voltar ao tempo da Baixa, com pecados e pombos, metros e centímetros, terreiros e paços, Chiados e ruídos...
Era tão bom...
Tão bom porque era contigo. Eras tu que não pagavas qualquer tipo de bilhetes, lá com as tuas manhas, apesar de eu sempre te avisar: "um dia apanham-te" e tu respondias na maior das tranquilidades: " não te preocupes, que um Pardal nunca se deixa apanhar".
Quero sempre poder ouvir-te cantar( grunhir, vá) qualquer música, para que possa cantá-la correctamente, já que sou a única que te percebe, ( não só na música) e dizer: "vá, agora aquela".
Somos tão estúpidamente parvas, minha flor de 26 de Setembro.
Eu mais que tu, Quelita, por escrever tanta parvoíce junta.
Só para dizer...
Parabéns. Amo-te.
Espera,
sempre.

15/09/2009



E cá estamos nós no belo 12º ano. Mais perto de entrar na faculdade que nunca.

Vão voltar as balbúrdias nos balneários, a chinfrineira nas aulas de História A, as risadas nas de Educação Física... E as novas aquisições : Psicologia B e Geografia C.

( vou sentir falta das aulas de Inglês da Rosarinho... Volta, 19. Volta! )


           E assim dá-se o regresso às aulas.

12/09/2009

*happy birthday dear triceeee*


Parabéns à Patrícia. Mas mais a mim, por fazer um coiso destes só para ela.
( Sou mesmo amiga, pah.)


...

Ah pois, é o dia dela.
Patrícia, 17.  Estás velha e sábia.


- Pus a nossa pior foto (: mas que na verdade torna-se a melhor, porque mostra realmente o quão decadentes conseguimos ser. 8D   Mostra mesmo como somos, vá...

Mas só porque te adoro.

03/09/2009

c'ordinário

Fanam - Sabes uma coisa?
Lucílio - Diz.
-O rabanete é um legume tão estúpido... É como aquele gajo do coiso.
-Qual coiso?
-Aquele.
-Ah sim. Então mas porquê?
-Porque sim.
-Mas ninguém compara um rabanete ao gajo do coiso. Quanto muito ao Zé Caroço.
-Hum, naa. Temos de pôr as coisas ao mesmo nível. E o Zé tem classe. Além disso, é um Homem com H grande, robusto,ali...
-Ao mesmo nível? Como é que um rabanete e o gajo do coiso estão ao mesmo nível?
-Então... São ambos estúpidos. E o rabanete tem um gosto estranho.
-Mas o coiso não é estúpido.
-É só um bocadinho.
-Não.
-Está bem. Mesmo assim, continua ao nível do rabanete.
-A tua teoria é que é estúpida. Mas vá, diz-me porquê, que estou a morrer de curiosidade, wiii.
-Também tem um gosto estranho.
-O quê?! Saíste-me cá um pandula...
-Não sejas assim... Tu até gostas...
-Hum... Hoje é na tua ou na minha?
-Na tua.
-Óptimo. Tenho uma colcha nova, vais adorar!
-Ai que bom! Espero que tenha bordados, adoro bordados!
-Tem, sim.
-Ai que bom, que bom! Mas espera... Tua casa... Sabes o que me irrita na tua casa?
-O quê?
-As marmotas.
-Quais marmotas?
-Aquelas que chafurdam no teu lixo.
-Ah essas. Mas não são marmotas São esquilos esquizofrénicos que pensam que são marmotas.
-Ou isso. Mas não deixam de ser nojentos.
-Não te preocupes, eles hoje não vão estar lá. Vão a um funeral.
-Ai sim? Quem morreu?
-Os texugos e os anões que viviam na tua roupa interior e nos teus asquerosos pés.
-O quê?! Não pode ser... Sempre cuidei deles como deve ser... Agora fiquei triste.
-Não me digas que não te apercebeste do cheiro... É que cheirava-se a milhas.
-Humm... Nem por isso, não.
-Insensível.
-Também te amo, Lulu. Levo bolinhos?
- Só os de côco.

02/09/2009

"Piqueno" prazer

Há pouco apercebi-me do quão fascinantes os iogurtes de pedaços podem ser...Principalmente se o conteúdo for de 200 ou 500g e custarem 0,34€.
Apresentados numa "mim-cheia" de sabores e texturas...
Mas eu fico-me pelos de frutos do bosque.

SIM AOS IOGURTES DO MINI-PREÇO!
Quero voltar às aulas de Filosofia, em que se tratava "A Alegoria da Caverna" com um simples:

 ULÉLÉLÉLÉ...
(passa a banana)

15/08/2009

Made in Azores.

Tão bonito, não é?
E pensar que nasci algures nesta ilha e desconheço-a totalmente...
Quem me dera poder voltar atrás no tempo, para dizer o contrário.
Gostava de lá ter ficado, ter conhecido gentes e lugares... Ter crescido lá.
E, num mero acaso, quem sabe, talvez, vá, poder ter aparecido numa destas fotografias tipo promoção de destinos turísticos... ( NOT!)
Enfim...
É nestas alturas de pura melancolia e devaneio sentimental que penso para mim : " Eu quero voltar prá iiilhaaa!!!"

11/08/2009


Uma vez manchadas as reputações dos amiguinhos suínos, é esta a solução.
- santa ironia.. é onde vamos parar, não tarda...

10/08/2009


Ainda pensava eu em fazer uma dieta... Mas depois vi isto.
E o xô Garfield tem razão.
Não vamos enlouquecer ao ponto de recusarmos um belo cozido à Portuguesa, uma sopa de feijão bem guarnecida...! Ou até uns belos torresmos à moda açoriana, feitos pela minha mãezinha... E mesmo uma bela lasagna à la Garfield!
...
Posto isto... Acho que vou comer. Inté.

(...)

Rápido. Escasso.
Sentimento cruel e devastador.
Arrepios. Gritos.
Momentos de extrema intensidade.
O fogo e a sua chama, sedentos de paixão.
Corpos gelados alimentando-se um ao outro.
Maldição! é esse tempo que não volta atrás...

12/02/2009

E aí estás tu. Num momento de diversão no qual não estou incluída.
Estás mesmo aí, mesmo à minha frente, perdido em gargalhadas e brincadeiras que se reflectem em cada acorde da guitarra que sempre te acompanha.
E, por meros instantes, eu entro no jogo: sorrio, rio-me mesmo como se não houvesse amanhã, sigo a guitarra e apodero-me do som que ela transmite... E então "afasto-me" de tudo, por momentos.
Olhas-me. Olhas-me numa fracção de milésimas de segundo, sempre disfarçadamente.
Olhar esse que se revela totalmente diferente daquele que demonstras a tudo o resto em teu redor.
É um olhar carinhoso...Transmite saudade e uma leve tristeza, assim me parece... Talvez porque é impossível receberes-me na tua presença sempre com esse mesmo olhar, que eu guardo na minha memória, e que retribuo da forma mais simples e discreta, mas de modo a que te apercebas o que o meu coração te quer dizer, sem o recurso da fala...

Apenas num simples olhar...

02/02/2009

Tentativa falhada de um texto todo "pipi"

Eu tento ficar longe, eu tento esquecer... ( E olha que costumo ser boa nisso) Mas é tarde demais.
Há algo em ti... Algo que me prende, que não me deixa voltar atrás.
Quando o sol nasce... É apenas mais um dia que passo sem ti.
E é por isso que me custa tanto levantar da cama. Podia dizer que é mesmo porque tenho sempre um preguiça desgraçada, mas não. Abro os olhos e caio sempre na tentação de fechá-los outra vez. "Só mais 5 minutos", penso eu, ao enrolar-me outra vez nos cobertores mais antigos que eu sei lá. ( sim e depois? são quentes, fofinhos... gosto deles.)
Mas depois lá me arrasto para fora da cama, em direcção à casa de banho, onde realmente eu me mentalizo que " shit happens". ( esta foi mesmo estúpida ).
Enfim... Lá me consigo arranjar, como qualquer coisa à pressa e penso " hum, talvez já não consiga apanhar o autocarro", isto porque estou com o péssimo hábito de sair de casa mesmo quando o dito autocarro já deve estar a passar pela paragem onde eu, supostamente, deveria estar. - isto lembra-me alguém - e saio de casa sempre muito contente, ouvindo a minha música com o volume a modos de eu, daqui a 20 anos ( ou nem tanto), deixar de ouvir seja o que for, na ânsia de chegar à escola, entrar na sala de aula e ouvir falar da revolução francesa, (yeeey) intervalando com discussões entre gente mesquinha ( são todos muito amigos uns dos outros, obviamente) [ atura-se com cada merda... ] e acabando o dia com uma dose de teorias malucas de gente que adorava pensar em tudo e mais alguma coisa - coitados, não deviam ter mais nada para fazer. E vida social, zero.
É nestas alturas que me apetece comer Ciniminis e ouvir metal aos altos berros.

(Como sou feliz...)

Mas voltando à parte sentimental da coisa...
Pah... Amo-te, pode ser?

15/01/2009


Quando queremos estar perto de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se esgotam.


Como nunca se esgotam os carinhos, os beijos, as mãos que se aconchegam uma na outra, os corpos que se tocam...


Nunca se gasta a pele nem o olhar, porque o desejo consumido pelo amor não é como a paixão; o amor nunca se cansa.


Este resiste, sabe lutar, consegue prevalecer.

02/01/2009

Oh, so quiet ...


Porquê assim ?
Por que razão tem de ser assim ?
Porquê o recurso constante ao silêncio ?
Não me parece que a melhor forma de terminar algo indesejável seja a tortura do desprezo.
Para mim é deveras assustador - não saber o que pensas, o que sentes, o que te inquieta, o que te deixa feliz, se sou inconveniente ou se faço bem o meu papel neste teatrinho mundano...
Incomoda-me estar constantemente na ignorância; não poder saber se, simplesmente, está tudo bem.

Sendo assim...

Devia ter ficado mais vezes calada, devia ter respeitado mais o teu espaço e deixar-te em paz. Mas pergunto-me se te peço o mundo, quando espero apenas que me digas umas (in)significantes palavras...
Isto, definitivamente, deixa-me estupefacta.

Tornou-se típico. Bastante normal. Banalidade pura. (O costume, portanto).

A situação em si aflige-me.
Mata-me por dentro, aos poucos, de modo a que eu sofra em cada suspiro. Apodrece o meu coração, em cada batimento.
Tudo isto porque fazes parte de mim mesmo sem saber se és a primeira ou a última peça que falta no meu dominó, ou mesmo sem saber se a vais por de pé ou deitá-la abaixo...

Desabafo revoltoso à hora de jantar.



Bem, como a inspiração foi de férias por tempo indeterminado, aqui têm um texto de uma grande amiga. ( minha Té :D <3)
Espero que gostem :)


Balões com sonhos lá dentro
Os escapes dos restos mortais
As escórias vendidas do homem escandaloso
Bichas que inundam aquilo que parece ser a vida.
Comam-se, rastejem uns em frente aos outros, comecem por se apreciar mutuamente.
Tudo de bom e mau que há
Aturem-se. Comam-se. Vomitem-se. Amem-se.
Controla todos os passos dela, faz dela tua. Porque ela é tua.
Tua propriedade, tua casa, teu lar, teu abrigo.
Ela é o teu porto-seguro, o teu cobertor, o teu calor.
É o teu sangue, o teu amor, a tua vida.
Ela és tu, homem-criança, estúpido, cego de egoísmo típico e delicioso.
Acreditem que tudo isto passa quando não estiverem aqui, mas não é tudo em vão, tudo acontece por vossa causa.
Deviam estar gratos por isso, por serem a razão pela qual tudo acontece,mas não.
Só se queixam. Ingratos de merda.
Sujos pela lama que vocês próprios produzem,

Com todo o esforço diário que fazem e com orgulho admitem,
Sim, fui eu que fiz esta merda toda,
E amanhã farei mais. Muito mais e melhor.
Não tenham vergonha de serem quem são.

Quem são os outros para vos julgar?
Apenas outros gajos na mesma situação que vocês, nada muda, sempre o mesmo, toda a gente igual.
Aquilo que julgam que os outros pensam que vocês são não passa da imagem que vocês próprios criam e que pensam que é aquilo que os outros fazem de vocês.

Bando de cretinos, vocês é que complicam tudo.
Com a mania que são importantes.
O mundo repugna-me duma forma especial.

Não sinto apenas náuseas quando penso que dele faço parte, e que sou apenas mais uma imbecil que nele habita. Sinto também uma azia que me consome o esófago com uma violência abominável.
Depois penso em comida, e aí sim. Vomito.

E ainda falta falar das orgias sentimentais..!
Mas fica para depois do jantar..

Se sentirem que ainda aguentam uma barrigada de descomunal aterro literário...


Teresa Magno Guedes