15/01/2009


Quando queremos estar perto de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se esgotam.


Como nunca se esgotam os carinhos, os beijos, as mãos que se aconchegam uma na outra, os corpos que se tocam...


Nunca se gasta a pele nem o olhar, porque o desejo consumido pelo amor não é como a paixão; o amor nunca se cansa.


Este resiste, sabe lutar, consegue prevalecer.

02/01/2009

Oh, so quiet ...


Porquê assim ?
Por que razão tem de ser assim ?
Porquê o recurso constante ao silêncio ?
Não me parece que a melhor forma de terminar algo indesejável seja a tortura do desprezo.
Para mim é deveras assustador - não saber o que pensas, o que sentes, o que te inquieta, o que te deixa feliz, se sou inconveniente ou se faço bem o meu papel neste teatrinho mundano...
Incomoda-me estar constantemente na ignorância; não poder saber se, simplesmente, está tudo bem.

Sendo assim...

Devia ter ficado mais vezes calada, devia ter respeitado mais o teu espaço e deixar-te em paz. Mas pergunto-me se te peço o mundo, quando espero apenas que me digas umas (in)significantes palavras...
Isto, definitivamente, deixa-me estupefacta.

Tornou-se típico. Bastante normal. Banalidade pura. (O costume, portanto).

A situação em si aflige-me.
Mata-me por dentro, aos poucos, de modo a que eu sofra em cada suspiro. Apodrece o meu coração, em cada batimento.
Tudo isto porque fazes parte de mim mesmo sem saber se és a primeira ou a última peça que falta no meu dominó, ou mesmo sem saber se a vais por de pé ou deitá-la abaixo...

Desabafo revoltoso à hora de jantar.



Bem, como a inspiração foi de férias por tempo indeterminado, aqui têm um texto de uma grande amiga. ( minha Té :D <3)
Espero que gostem :)


Balões com sonhos lá dentro
Os escapes dos restos mortais
As escórias vendidas do homem escandaloso
Bichas que inundam aquilo que parece ser a vida.
Comam-se, rastejem uns em frente aos outros, comecem por se apreciar mutuamente.
Tudo de bom e mau que há
Aturem-se. Comam-se. Vomitem-se. Amem-se.
Controla todos os passos dela, faz dela tua. Porque ela é tua.
Tua propriedade, tua casa, teu lar, teu abrigo.
Ela é o teu porto-seguro, o teu cobertor, o teu calor.
É o teu sangue, o teu amor, a tua vida.
Ela és tu, homem-criança, estúpido, cego de egoísmo típico e delicioso.
Acreditem que tudo isto passa quando não estiverem aqui, mas não é tudo em vão, tudo acontece por vossa causa.
Deviam estar gratos por isso, por serem a razão pela qual tudo acontece,mas não.
Só se queixam. Ingratos de merda.
Sujos pela lama que vocês próprios produzem,

Com todo o esforço diário que fazem e com orgulho admitem,
Sim, fui eu que fiz esta merda toda,
E amanhã farei mais. Muito mais e melhor.
Não tenham vergonha de serem quem são.

Quem são os outros para vos julgar?
Apenas outros gajos na mesma situação que vocês, nada muda, sempre o mesmo, toda a gente igual.
Aquilo que julgam que os outros pensam que vocês são não passa da imagem que vocês próprios criam e que pensam que é aquilo que os outros fazem de vocês.

Bando de cretinos, vocês é que complicam tudo.
Com a mania que são importantes.
O mundo repugna-me duma forma especial.

Não sinto apenas náuseas quando penso que dele faço parte, e que sou apenas mais uma imbecil que nele habita. Sinto também uma azia que me consome o esófago com uma violência abominável.
Depois penso em comida, e aí sim. Vomito.

E ainda falta falar das orgias sentimentais..!
Mas fica para depois do jantar..

Se sentirem que ainda aguentam uma barrigada de descomunal aterro literário...


Teresa Magno Guedes