Escrevo-te este post com o intuito de ... Ok, não sei por que o faço, mas estou a fazê-lo.
Lembras-te dos velhos tempos, em que nos sentávamos no banco de jardim a comer gomas e a cantar o "Apita o Comboio"?
... Normal que não te lembres... Inventei agora apena para criar um momento de parva melancolia ( consegui?).
Mas agora a sério, quero voltar ao tempo da Baixa, com pecados e pombos, metros e centímetros, terreiros e paços, Chiados e ruídos...
Era tão bom...
Tão bom porque era contigo. Eras tu que não pagavas qualquer tipo de bilhetes, lá com as tuas manhas, apesar de eu sempre te avisar: "um dia apanham-te" e tu respondias na maior das tranquilidades: " não te preocupes, que um Pardal nunca se deixa apanhar".
Quero sempre poder ouvir-te cantar( grunhir, vá) qualquer música, para que possa cantá-la correctamente, já que sou a única que te percebe, ( não só na música) e dizer: "vá, agora aquela".
Somos tão estúpidamente parvas, minha flor de 26 de Setembro.
Eu mais que tu, Quelita, por escrever tanta parvoíce junta.
Só para dizer...
Parabéns. Amo-te.
Espera,
sempre.

