Encontrou-o pelo caminho. Cumprimentou-o num único fôlego, tentando não se perder na imensidão do olhar dele. Respondeu-lhe de uma maneira pura, sem muito alarido, o mais simples dos "olá".
As palavras dele enrolavam-na, prendiam-na, faziam com que quisesse ouvir mais e mais... "A tua voz seduz a minha atenção", pensava ela com os seus botões.
Já não se viam desde a faculdade, em que ambos estavam no curso de Economia, mas que ele acabou por abandonar. Preferiu a área do desporto e obteve formação para se tornar num personal trainner.
- "Café?"
- "Claro! Por que não?", respondeu ela.
Dois cafés, dois pastéis de nata e uma caixa de pastilhas elásticas.
- "Queres uma?"
- "Não, obrigado. Tenho os meus rebuçados de mentol. Se bem te lembras, esta é a minha única perdição.", disse ela num tom de gozo.
Ele sorriu. Lembrou-se como ela gostava tanto dos tais rebuçados. Lembrou-se também de como eles eram próximos... Mas não se recordava ao certo do que se tinha passado - mas sabia que algo tinha sido - pois ela estava um pouco reticente com ele...
Risos, bacoradas, conversa puxa conversa ... O tempo vai passando.
"Espera.. Já estamos aqui há horas! Tenho de ir!" , disse ela com um ar atrapalhado.
"Já?" - retorquiu ele com um ar confuso e ao mesmo tempo triste, por ela se ir embora.
"Sim. Tenho de tratar de uns assuntos... Sabes que agora as responsabilidades são maiores. Na faculdade era só farra. Agora não me posso dar a esses luxos.", respondeu ela dando uma risada.
" Então quando te vejo outra vez?"
- "Humm... Pode ser amanhã? Não, Não! Amanhã não vai dar... Talvez... Sábado? Que dizes?"
- "Sim, pode ser. Só tenho de ir ao ginásio, mas isso faço de manhã. Encontramo-nos às três no café do Zarolho?"
- "Eish, o café do Zarolho... queres mesmo recordar os tempos da fac... ahaha! Claro! às três, então".
Despedem-se com dois beijos na cara. Ela levanta-se e vai em direcção ao carro. Olha para trás e acena, com um ar descontraído e um sorriso nos lábios.
- "Ai... Onde é que andaste este tempo todo... Maldito tempo que não volta atrás...!", pensou ela para si.
Ele suspira, ao vê-la afastar-se cada vez mais, enquanto caminha.
( continua... )
28/10/2009
13/10/2009
psi-quê?
Os meus cromossomas estão a revoltar-se. Querem independência dos núcleos celulares.
O meu cariótipo está a decompôr-se.
O meu código génetico idem.
Os meu genes já não são o que eram. Uns dominam mais que outros. É uma guerra que práqui vai.
O genoma já não sabe o que fazer.
A meiose, prima da mitose, só sabe dividir células. Não faz mais nada da vida. A prima vai pelo mesmo caminho. E depois é a variabilidade genética da coisa: tem a mania que tudo é diferente, e assim um organismo não se governa...
O genótipo e o fenótipo não se entendem, mas não vivem um sem o outro; tal como a filogénese e a ontogénese... oh complicações...
Lá está, antes de mim, antes de ti, antes dele, antes do outro... vêm estas mariquices todas.
Diz que é a especificidade do ser humano.
toomuchpsiquê...
O meu cariótipo está a decompôr-se.
O meu código génetico idem.
Os meu genes já não são o que eram. Uns dominam mais que outros. É uma guerra que práqui vai.
O genoma já não sabe o que fazer.
A meiose, prima da mitose, só sabe dividir células. Não faz mais nada da vida. A prima vai pelo mesmo caminho. E depois é a variabilidade genética da coisa: tem a mania que tudo é diferente, e assim um organismo não se governa...
O genótipo e o fenótipo não se entendem, mas não vivem um sem o outro; tal como a filogénese e a ontogénese... oh complicações...
Lá está, antes de mim, antes de ti, antes dele, antes do outro... vêm estas mariquices todas.
Diz que é a especificidade do ser humano.
toomuchpsiquê...
01/10/2009
Paper Doll
I look at her in that paper dress, I wonder why she won't burn.
She's just a paper doll, that's all, just a paper doll.
I dress her up she knocks me down...
They try her on for size, she fits nice, one size fits all.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
Watch the blood run down her face, but don't take notice.
Watch the blood run down her arms. Please, don't take notice.
I know you have her soul, I see it in your eyes.
She knows you have her soul, she sees it in your eyes.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
She wants you to eat her pain.
She wants you to eat her remains.
Now her soul is dead, now her body's raw, wash away her pain...
(...)
She's just a paper doll, that's all, just a paper doll.
I dress her up she knocks me down...
They try her on for size, she fits nice, one size fits all.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
Watch the blood run down her face, but don't take notice.
Watch the blood run down her arms. Please, don't take notice.
I know you have her soul, I see it in your eyes.
She knows you have her soul, she sees it in your eyes.
Now her soul is dead, now her body's raw, you can know her pain.
She wants you to eat her pain.
She wants you to eat her remains.
Now her soul is dead, now her body's raw, wash away her pain...
(...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)